Indu´stria Te^xtil: textos sons imagens (desgarrados)

Um ensaio sem progresso. Diário de viagens. Registro de paisagens. Notas de passagens. O paraíso mais artificial. Retratos do bem e do mal. O peso da vida. O corte do sal. Espelho que distorce. Lente que contorce. Aquilo que não se entende, porque acontece de repente: apenas aquilo que se sente. Disfarce da arte: o mundo a la carte.

Segunda-feira, Abril 30, 2012

Precisando de uma ilustração, um logo, uma marca?

Bom dia

sou Wanderley Mayhé, ilustrador e designer gráfico. Venho por meio desta divulgar meu trabalho, visando futuras oportunidades de negócio em novos projetos.

Meu portfolio está disponível no site: http://www.wanderleymayhe.com

um abraço,
Wanderley Mayhé
Ilustrador e designer gráfico

Telefone: (21) 2791 6339
Skype: wanderley.mayhe
Email: info@wanderleymayhe.com
Twitter: twitter.com/wanderleymayhe
Site: wanderleymayhe.com

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Terça-feira, Fevereiro 14, 2012

Lembrete sobre o convite de Orlando Lopes

 
 
 
LinkedIn
 
Lembrete: em 5 de fevereiro, Orlando Lopes lhe enviou um convite para fazer parte da sua rede profissional no LinkedIn.
 
 
 
 
Em 5 de fevereiro, Orlando Lopes escreveu:

> Para: BlogueItexto (orlandolopes.itexto@blogger.com)
> De: Orlando Lopes (orlandolopes.es@gmail.com)
> Assunto: Faça parte da minha rede no LinkedIn

> Eu gostaria de adicioná-lo à minha rede profissional no LinkedIn.
> -Orlando
 
 
 
 
 
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Terça-feira, Fevereiro 07, 2012

Lembrete sobre o convite de Orlando Lopes

 
 
 
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Lembrete: em 5 de fevereiro, Orlando Lopes lhe enviou um convite para fazer parte da sua rede profissional no LinkedIn.
 
 
 
 
Em 5 de fevereiro, Orlando Lopes escreveu:

> Para: BlogueItexto (orlandolopes.itexto@blogger.com)
> De: Orlando Lopes (orlandolopes.es@gmail.com)
> Assunto: Faça parte da minha rede no LinkedIn

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Domingo, Fevereiro 05, 2012

Faça parte da minha rede no LinkedIn

 
LinkedIn
 
 
 
Orlando Lopes
 
De Orlando Lopes
 
Professor na Universidade Federal do Espírito Santo
Brasil
 
 
 

Eu gostaria de adicioná-lo à minha rede profissional no LinkedIn.
-Orlando

 
 
 
 
 
 
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Quinta-feira, Março 12, 2009

Orlando Lopes lhe convidou para o radiusIM.com

radiusIM Logo

Orlando Lopes (orlandolopes.es@gmail.com) lhe convidou para ir ver o radiusIM.com. Seu nome de usuário de radiusim é orlandolopeses.

radiusIM é O Mensageiro Social. Você pode se conectar com pessoas ao redor do mundo e também funciona com MSN, AIM/AOL/ICQ, Yahoo e Google Talk.

Registre-se agora para ser amigos com Orlando Lopes.


Esse email foi enviado por alguém que o conhece no radiusIM.com. Se você não deseja receber qualquer outra mensagem enviada por amigos do radiusmIM.com clique aqui. O escritório do Radiusm IM LLC'S está localizado na 158 Ludlow Street, New York, NY 10002 USA.

Domingo, Fevereiro 15, 2009

Venha participar de PdC Salvamar!

Entre em PdC Salvamar
Cultura, Educação e Turismo para o desenvolvimento sustentável.
Orlando Lopes 11 amigos
83 fotos
3 tópicos
3 postagens no blog
Venha se juntar a mim em PdC Salvamar

- Orlando Lopes
Membros em PdC Salvamar:
Gilda Gilda Faculdade S... Faculdade Saberes Claudia Cam... Claudia Camporez Wallace Wallace GISELLE RIB... GISELLE RIBEIRO RODRIGUES DA SILVA
Sobre PdC Salvamar
Aqui o PdC Salvamar fala, e ouve. E pinta o sete. E borda. É só darem corda.
PdC Salvamar 13 membros
84 fotos
 
Para controlar os emails que você receberá em PdC Salvamar, clique aqui

Segunda-feira, Novembro 03, 2008

Venha participar de Sarau Literario Saber.ES!

Venha participar de Sarau Literario Saber.ES!
O Sarau que é o Saréu.
Orlando Lopes 25 amigos
27 fotos
Olá! Você já viu um saréu (literário) nascer? Sim-Não? Gostaria de ver :-) ? Até-a-todos, Orlando Lopes
Members on Sarau Literario Saber.ES:
Fernando Ma... Fernando Marques Jr André luíz André luíz Mariola Wentz Mariola Wentz marcia barr... marcia barroso seufetelli Bertha Bertha
Sobre Sarau Literario Saber.ES
Sarau mensal, realizado por alunos e professores da Faculdade Saberes (Praia do Suá, Vitória-ES).
Sarau Literario Saber.ES 26 membros
27 fotos
 
To control which emails you receive on Sarau Literario Saber.ES, click here

Domingo, Dezembro 17, 2006

HISTÓRIA DA ARTE (Metropolitan Museum of Art)

HISTÓRIA DA ARTE: Com um simples clique você agora pode saber mais sobre qualquer período artístico desde 2000 antes de Cristo até 1600 depois de Cristo. O website do Metropolitan Museum of Art criou uma linha do tempo que mostra de forma cronológica, geográfica e temática a história da arte, através das ilustrações da coleção do museu. www.metmuseum.org/toah

Acervo online - Online Archive of California

A reprodução em alta definição do prato de porcelana ao lado (de 1876) é apenas uma das muitas peças arquivadas digitalmente no Online Archive of California. O site www.oac.cdlib.org , uma extensão da Biblioteca Digital da Califórnia, tem como missão reunir dados e imagens de manuscritos, fotografias e obras de arte pertencentes a todas as instituições culturais da Califórnia. A quantidade de informações impressiona.

Dossiê Walter Benjamin (Revista USP)

Walter Benjamin, diante da perspectiva de ser capturado pelos nazistas, preferiu o suicídio. Morreu em 1940, um refugiado judeu alemão, virtualmente desconhecido. Meio século após a sua morte, no ano do centenário de seu nascimento, é figura conhecida, discutida em inúmeros países e nos mais diversos meios ­ sua relevância cultural beira o consenso. Benjamin tornou-se de fato o símbolo emblemático de uma intelectualidade refinadíssima colhida em meio à pior barbárie. No Brasil em particular, começou a tornar-se conhecido há cerca de dois decênios sobretudo como crítico literário marxista pertencente, em parte pelo menos, à chamada Escola de Frankfurt. Conforme cresceu aqui o número de seus livros traduzidos e o de leitores dedicados, tal imagem deu lugar a outras mais complexas. Por isso mesmo, apesar do declínio, momentâneo ou não, da popularidade das investigações literárias de orientação marxista, Benjamin continua a interessar. Prova disso é o simpósio "Sete Perguntas a Walter Benjamin" promovido em 1990 pelo Instituto Goethe de São Paulo, que contou com a participação de intelectuais brasileiros e alemães. Com alguns acréscimos, o dossiê deste número 15 da Revista USP reúne as comunicações apresentadas no referido simpósio, com o intuito de homenagear o crítico e pensador alemão no centenário de seu nascimento.
O Editor-Chefe

Nota: Por estar ainda em fase inicial, a Revista USP on-line pode conter diferenças em relação à versão impressa. É o caso, por exemplo, da acentuação das palavras estrangeiras, sobretudo aquelas de menor semelhança com o português, como o russo, o grego, o servo-croata e o ídiche, para citar apenas algumas. Diante disso, contamos com a compreensão dos leitores, e desde já nos colocamos à disposição para eventuais dúvidas ou consultas aos exemplares impressos.

SETE PERGUNTAS A WALTER BENJAMIN Apresentação de Michael de la Fontaine
POR QUE OS HERDEIROS DE WALTER BENJAMIN FICARAM RICOS COM O ESPOLIO? Klaus Garber/Willi Bolle
É PRECISO TEOLOGIA PARA PENSAR O FIM DA HISTÓRIA? Norbert W. Bolz/Leandro Konder
POR QUE UM MUNDO TODO NOS DETALHES DO COTIDIANO? Klaus Garber/Jeanne-Marie Gagnebin
É A CIDADE QUE HABITA OS HOMENS OU SÃO ELES QUE MORAM NELA? Sergio Paulo Rouanet/Nelson Brissac Peixoto
O QUE É MAIS IMPORTANTE: A ESCRITA OU O ESCRITO? Haroldo de Campos/Bernd Witte
ONDE ENCONTRAR A DIFERENÇA ENTRE UMA OBRA DE ARTE E UMA MERCADORIA? Norbert W. Bolz/Michael de la Fontaine
POR QUE O MODERNO ENVELHECE TÃO RÁPIDO? Bernd Witte/Sergio Paulo Rouanet
SOBRE A LITERATURA DE WALTER BENJAMIN Max Bense
BIBLIOGRAFIA DAS OBRAS DE WALTER BENJAMIN NO BRASIL Gunter Karl Pressler
BIBLIOGRAFIA COMENTADA DAS OBRAS SOBRE WALTER BENJAMIN NO BRASIL Gunter Karl Pressler
ANTONIO JOSÉ, DE GONÇALVES DE MAGALHÃES Decio de Almeida Prado
ANTONIL, A CANA E O NEGRO Antonio Dimas
UMA LÍNGUA-PASSAPORTE: O ÍDICHE J. Guinsburg
CRENÇA E CONVENÇÃO Luiz Meyer
RUBEM FONSECA VOLTA AO CONTO Ariovaldo José Vidal
SOBRE OS LIMITES DO REI-FILÓSOFO Marcelo Tsuji

Imagens da Biblioteca Pública de Nova York

COLEÇÃO: Quem trabalha com design de sites está sempre procurando imagens que possam servir de inspiração para suas criações. E a coleção online de imagens da Biblioteca Pública de Nova York é um verdadeiro paraíso. São mais de 30 mil imagens digitalizadas de livros, revistas e jornais, a grande maioria de antes de 1923. E o melhor de tudo: são de domínio público, o que significa que podem ser usadas de graça.

Visite o site.

VOZES DO PASSADO

Este site é um verdadeiro tesouro auditivo. Nele você tem a chance única de ouvir as vozes de gente famosa que já morreu. Tiradas do arquivo da BBC, levam o internauta a se deleitar com entrevistas com escritores como Agatha Christie ou Dylan Thomas; diretores como Alfred Hitchcock ou cantores como Bob Marley. Mas o site também tem entrevistas com gente ainda viva. O Brasil aparece representado pelo nosso rei do futebol, o Pelé.

Visite o site.

Domingo, Outubro 29, 2006

University of California Press RSS Feed


October 2006

The UC Press RSS Feed is up and running! This new feature can be accessed by clicking on the RSS icon on the home page or visiting our website. On the RSS webpage, we've included links to feeds for all of our new books, our blog content, and individual feeds for many of the subjects in which we publish. You can subscribe using your own aggregator or via direct links to both Bloglines and Yahoo.

We're making a concerted effort to respond to the needs of users who wish to receive notification about our books in alternative formats and would welcome any comments or suggestions. Please send them to: enews@ucpress.edu. To subscribe now, follow this link: http://www.ucpress.edu/rss

Enjoy! University of California Press

Quarta-feira, Outubro 25, 2006

guimarães rosa no museu da língua portuguesa

Segunda-feira, Agosto 28, 2006

Reunião por políticas públicas do livro acontece dia 28

PublishNews - 25/8/2006

A Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI, entidades e diversas personalidades do mundo do livro no Brasil, estão promovendo uma série de ações para fortalecer as políticas públicas do livro e leitura no país. Entre elas, o lançamento do caderno Políticas Públicas do Livro e Leitura, com reflexões e compromissos das quatro principais candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2006, previsto para setembro. Além disso, está sendo articulado o lançamento do Manifesto do Povo do Livro e o agendamento de encontros de lideranças e personalidades da área com os candidatos a Presidente durante o mês de setembro. A primeira reunião será na próxima segunda-feira (28), às 10h, na Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros) (Rua Turiassu, 143, conjuntos 101-102 - Perdizes - São Paulo-SP).

MARATONA DE LEITURA DA OBRA GRANDE SERTÃO: veredas

A Gazeta
25 de Agosto de 2006

CADERNO 2
Com a palavra, o livreiro
Marcelo Pereira

É um Davi que não está interessado em matar o gigante Golias. Formado em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o professor de Literatura Raoni Huapaya, 26 anos, também defende seu espaço, como na história bíblica, com unhas, dentes e fé, só que na literatura, e em um mercado dominado por grandes redes ou por lojas tradicionais.Sua Livraria Huapaya, inaugurada em 21 de junho deste ano, em Jardim da Penha, chama a atenção por pelo menos três motivos: primeiro, por não estar dentro de um shopping; segundo, por fazer questão de ser pequena; terceiro por ser administrada por um bibliófilo. O espaço também promete virar assunto entre amanhã e domingo, quando vira será palco de uma verdadeira maratona literária: 25 voluntários vão ler "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa, do começo ao fim. A empreitada começa às 9h do sábado e tem previsão de terminar às 7h de domingo, totalizando 22 horas em torno da saga de Riobaldo de Diadorim. "É a nossa forma de homenagear os 50 anos de lançamento do livro e também provarmos que a leitura provoca. Mesmo que seja só curiosidade mas provoca", diz Raoni Huapaya. Huapaya defende a idéia de que um livreiro deve agir como um mediador de leitura, principalmente numa cidade como Vitória, em que há poucos – ou nenhum – espaços para gente que gosta de ler além do que está na lista dos mais vendidos. "É aquele leitor que não é intelectual, mas que se interessa por uma leitura refinada", descreve. Assim, na vitrine da nova livraria não estacionam best-sellers tipo "O Código Da Vinci" ou os títulos da série "Harry Potter" (apesar da livraria não os excluir de seu catálogo). O destaque vai para clássicos da literatura mundial, eternas referências nas letras brasileiras e o que há de contemporâneo na produção literária do Brasil. Sem contar títulos de várias áreas de conhecimento, como Filosofia, Teatro e Artes Visuais.Iniciativas. Ciente de que é um barquinho navegando entre transatlânticos, e em um país que não é exatamente campeão de leitura, o livreiro usa outras estratégias em torno desse tal "público interessado em leituras refinadas". "A livraria tem que ser, além de um ponto de encontro, um de discussão para o público que a freqüenta", argumenta. Discussão, pela programação do espaço, não falta. O local já sedia dois Clubes da Cultura. Um discute a tragédia grega, mediado pelo escritor e mestre em Estudos Literários pela Ufes Orlando Lopes. O outro organiza um seminário da arte da performance teatral, com o diretor teatral e professor da Ufes César Huapaya, pai de Raoni. A nomenclatura de clube é para não se aproximar de conceitos como grupos de estudos. "Isso acaba afastando. Os participantes não terão aulas. Eles mesmos vão construir o conhecimento, de uma maneira leve, não formal", diferencia.As propostas de Huapaya acabam trazendo à memória a livraria D. Quixote, na Praia do Canto, que fechou suas portas em 2001 e durante muito tempo foi a única na cidade com uma proposta alternativa. Mas ele acha que são momentos diferentes. "Foi uma outra época. Acho que ela não agüentou a chegada das grandes redes de livrarias. Hoje, o mercado está consolidado e não há risco se você souber manter o seu público", acredita o Raoni empresário, que quer que sua livraria continue pequena. Mas notável.Os programas da livraria

Circuito de Leitura. Maratona de leitura da obra "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa. Vinte e cinco voluntários lerão em rodízio todo o livro. Início: sábado, às 9h. Término: domingo, às 7h da manhã.

Clube da Cultura de Performance.
Seminário de discussão a arte da performance teatral. Com o professor e doutor em estética e etnocenologia pela Universidade de Paris (Sorbone) César Huapaya. Encontro no dia 31 de agosto, às 19h. Vagas: 15. Gratuito.

Clube da Cultura Clássica.
A temática é a tragédia grega. Mediação do professor e mestre em estudos literários pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Orlando Lopes. Curso "A tragédia na formação do pensamento ocidental", 16h. Encontros nos dias 29 de agosto, 5 e 12 de setembro, sempre às 19h. Vagas: 15. Valor: R$ 120,00. A Livraria Huapaya fica na Praça Wolghano Netto (próximo ao Supermercado Carone), 210, Loja 1, Jardim da Penha, Vitória. (27) 3325-0892.

Sábado, Agosto 26, 2006

Circuito de Leitura - Grande sertão: veredas

Estamos na Livraria Huapaya, realizando uma homenagem a Guimarães Rosa com a leitura integral do romance "Grande Sertão: veredas". A leitura se iniciou às nove da manhã, e se estenderá por todo o dia (e noite, e madrugada) de sábado e início do domingo.

Quarenta "ledores" (ou mais!) se revezarão em blocos de leitura de aproximadamente meia hora. De acordo com a proposta de leitura apresentada pelo ator Cesar Huapaya, tentaremos enfatizar os aspectos performáticos do contato entre os leitores, o texto e os ouvintes, buscando não o espetáculo mas a experiência da leitura. O áudio está sendo gravado, para ser posteriormente editado como audiolivro e distribuído para o público em geral e deficientes visuais.




Se você estiver nas imediações de Jardim da Penha, em Vitória, pode participar da homenagem visitando a Livraria e Editora Huapaya, que fica na praça Wolghano Netto. Até lá! Quer dizer, aqui!

Ah, sim: clicando aqui, você pode ver o Circuito de Leitura.

Segunda-feira, Agosto 21, 2006

Troglolíria 1.0 (relato de intervenção)

Sexta-feira, 18 de agosto. A Troglolíria começa a ser armada. Chego à Livraria Huapaya às 9:30 da manhã, pouco depois dos participantes da equipe enviada pelo PdC Salvamar. Entro em contato com o Coletivo Entretantos, conversamos rapidamente e combinamos nosso encontro para as 14:00, no portão principal da Ufes.

Boa parte da produção gráfica ainda precisa ser finalizada. Ficamos, eu, os participantes do PdC SAlvamar e a equipe da Livraria Huapaya realizando as primeiras Satirilírias e tentando entender melhor a proposta de intervenção e seus possíveis desdobramentos. Ainda é muito cedo para saber como, de fato, se poderá encaminhar a execução da Troglolíria.

Distribuímos algumas tarefas, e volto a me ocupar com a composição dos textos que são o corpo da intervenção. Enquanto escrevo, e-mails de divulgação são enviados, blogues são alimentados, vídeos são captados e fotos são registradas. É a machina edita da Troglolira que se põe em movimento. Nada grandioso, pelo contrário; toda a nossa movimentação busca manter um espírito de ensaio e rascunho.

Dando por encerrada a primeira etapa das Satirilíricas, saímos para almoçar e partimos para a Ufes, a fim de encontrarmos a movida do MultipliCIDADE 2006. Não os encontramos e passamos a fazer um reconhecimento de locais a serem explorados durante a intervenção.

Retornamos ao TAZ Huapaya e retomamos contato com o Coletivo Entretantos, que acaba de aportar na Ufes para a realização de algumas ações de intervenção urbana. Somos informados de que os planos do Coletivo são de primeiro agir e intervir na Ufes, e depois, no fim da tarde, nos alcançar no TAZ. Um dos representantes do PdC Salvamar parte para encontrá-los, o outro fica na Livraria Huapaya, ajudando a produzir as peças para a intervenção troglolírica.

Como não teremos apoio para a produção gráfica, aceleramos e improvisamos como podemos o acabamento dos textos e da editoração. Providenciamos as xerox necessárias, folhas de papel cenário, etc. Montamos os painéis, preparamos o booklet e o folder de divulgação, conseguimos a liberação do bar Abertura, na rua da Lama, para sediar o happening principal da intervenção, constituído pela proposição das Satirilíricas aos freqüentadores.

Às 19:00, o representante do PdC Salvamar retorna ao TAZ Huapaya, com a informação de que o MultipliCIDADE 2006 preferirá encerrar a noite com Momo, e não com Dioniso Macunaímico. Preferindo fantaextasiar-se na quadra da Novo Império, os membros da coletividade abrem mão da oportunidade de conhecer mais intimamente os caminhos que levam a (e trazem de) Faketown.

Constatando estarmos sozinhos partimos, então, para o Périplo Troglolírico: saímos a pé, painéis montados, booklets dobrados, fôlderes prontos, câmeras nas mãos e algumas idéias nas cabeças. Após afixarmos o primeiro painel na entrada da Livraria Huapaya, seguimos direto para o ponto de ônibus próximo à entrada da Ufes e de Jardim da Penha. Afixamos os poemas no display improvisado e captamos as reações imediatas (e aparentemente mínimas) à sua inserção no cenário de intervenção. Buscamos outros pontos de colagem, e acabamos chegando ao prédio do curso de Letras, na Ufes. Tanto quanto o ponto de ônibus, há poucas pessoas no IC-III, e excesso de referências visuais nos murais disponíveis no ambiente.

A câmera em funcionamento chama muito mais a atenção do que o painel com os poemas. Quanto a nós, evitamos contato direto com o público circundante, preferindo tentar manter discrição e distanciamento, para não interferir com elementos externos no processo de recepção dos textos.

Dali, retornamos à rua da Lama, e ao bar Abertua. O Abertura já está começando a lotar, não conseguimos ocupar uma mesa. Acabamos nos transferindo para um bar ao lado, o Portal Kokeshi. Começamos a beber, enquanto aguardamos o horários combinado para o início do happening de distribuição dos booklets e dos fôlderes, e também estudamos as potencialidades do ambiente.

Dois membros do TAZ Huapaya juntam-se a nós. Chegando a hora combinada, o painel que nos resta é afixado numa parede mais exposta do Abertura. O bar continua enchendo, e quase ninguém dá atenção ao painel. Os booklets começam a ser distribuídos. Como fizemos apenas cinqüenta cópias, optamos por escolher algumas mesas e deixar apenas um exemplar em cada uma. Enquanto os poemas são distribuídos, as duas câmeras de vídeo tentam captar, à maior distância possível, as impressões e reações à panfletagem.

Quando terminamos, voltamos para o Kokeshi e voltamos a beber e a realizar, cada um à sua maneira, o ritual troglolírico das Saitirilíricas. Tomamos algumas saideiras. Saímos do bar, dando a noite por encerrada. E deixamos a Troglolira no ar.

Sexta-feira, Agosto 18, 2006

Troglolíria, Guia do Usuário

Olá. Você acaba de acessar um extemplar para a Primeira Troglolíria Vitoriana. A troglolíria é um pseudo-ritual originalmente realizado pelas tribos bárbaras, nos momentos em que estas cortam Faketown com suas facas-só-lâmina.

Sinta-se convidado, por sua própria conta e risco, a entregar-se à Satilíria, esse fundamental conjunto de passes necessário para o cumprimento do percurso troglolírico.

A primeira coisa a fazer é ler os poemas completamente, três vezes durante uma noite, não importando o grau de consciência em que você se encontre.O intervalo entre uma leitura e outra deve ser de pelo menos uma hora..

Você pode propagar as impressões deixadas pela sua troglolirice pessoal nos blogues da Indústria Têxtil e do MultipliCIDADES.





A TROGLOLÍRIA – A Troglolíria é o principal festival extasiático de Faketown, embora seja provavelmente o mais desconhecido e misterioso. O termo vem de uma fusão entre “trogloditas” e “líricos”, o que literalmente significa “brutamontes sentimentalizados”.

Logo após o período das Grandes Ditaduras (epoparcaicamente registradas por Tucídides de Almeida Júnior nas Epiodes Glocais), bárbaros e trogloditas foram finalmente aceitos como cidadãos de Faketown. Podiam finalmente pretender, com o status de homens livres, dedicar-se a interesses regidos por seus próprios desejos, necessidades e vontades, e não apenas a defender o interesse e o bem-estar de outrens.

Além dos ofícios de que se foram incumbindo para manter as condições de vida em Faketown, aconteceu que diversos desses ex-cêntricos extrangeiros passaram a ter contato – superficial ou profundíssimo – com a Occidentia que enforma a falcidade. Tornaram-se artistas, professores, literatos, poetas, artesãos, músicos, servidores enfim de todo o espectro da sensação humana, de seu registro e de sua memorialização.

Com freqüência incerta e duração inexata, os troglolíricos de todo o mundo – e não apenas os de Faketown – se reúnem para a realização das Satirilíricas, festivais que celebram os Ex(c)ritos Trágicos e as Micômicas Báquicas.

Durante as Satirilíricas, interpretam-se, cantam-se e dançam-se os Poemas Dissolventes, que devem ser lidos segundo o Codex Peirceano, tal como descrito nos Mysterios d’Eleusis. Através de leituras desatentas e digressivas, os troglolíricos se permitem desconhecer a si próprios, para conhecer um pouco mais a Pseudo Athená de Faketown.



***

Multiplique-se

Terça-feira, Agosto 15, 2006

MultipliCIDADE

Troglolíria
.
outubro de 2005








a.lucinação










FAKETOWN ALUCINA

mesmo
a cidade
mais falsa
– a mais etérea –

(civita(vitor(viator)ia)te dei)

gera

uma chimera
luminosa (lâmpada
chinesa e longas
línguas de sombras

: arco que enverga
a íris

(azul que
num momento
revira em rosa)

nuvem que brilha
dispersão gozosa

: o maior engodo
da história













poemas
.
orlando lopes








poesia a R$ 1,99










PRÊT-A-PORTER BANDEIRIANO

a vida
que tanto se repete
(até o ponto em que se
desgasta)
às vezes se torna comicamente leve
às vezes se torna dramaticamente
pesada

pesada
a vida fica
de cara amarrada
e obriga
quando muito
a uma felicidade falsa
(hypo krisis
descarada)

leve
toma ares
de tristeza deslavada
(a sujeira manuelina
no brim da barra
da calça
deixa de ser mancha
– vira estampa –
enfeita o que nos vestemostra
o que nos marca)







queria
poemas
que não
pudessem
ser nada
além de
poemas

:

signos
(os que nos
seguem)
intraduzíveis
(de outra
forma
indizíveis)

as peles
mais intra
(a)duzíveis
que a palavra
pudesse realizar

queria poemas
que fossem tão
puramente palavras

que nem
pudessem ser
lidos

se não fosse
com olhos
míopes
(ou um aperto
humoroso
em Calíope)

queria poemas
que fossem
emblemas

(não fonemas)

de uma nobre
estirpe : no(doa)ta
brasiliana
nos jardins de Circe

queria (aliás)
um poema
que fosse (inconteste)
panis et circensis

e assim gentil
como um amigo
paraense




LOGODRAMA EM TORNO DE UMA PALAVRA PERDIDA


ah
não vai
não

desgraçada

fica aqui
(volta)

deixe
(cois’)ficar ainda
uma

vez: a tua tez

tão vaga (tua pura
superfície

um instante
antes

de
ser

imaginada)mente
sagrada : palavra
desejada (quase
transe) : outra
voz (que
sub

lim
(i
(lumi)
min) a)



: a graça (ironia
mais fina)
de pertencer
à humanidade

a agudeza
rude (um dia
o des encantamento
outro dia as aleg(o)rias)
de cada sina


***

MultipliCIDADE 2006
ORLANDO LOPES

a. currículo do proponente
Área de expressão: poesia
Trabalhos publicados: Hardcore blues – apocalyptic poems (1993), Logradouros (antologia). Escritos de Vitória (1995), A poesia espírito-santense no século XX (antologia, 1998), A parte que nos toca: literatura brasileira feita no Espírito Santo (antologia, 2000).

b. descrição detalhada
forma de execução: Troglolíria é uma série-fragmento composta por quatro poemas. Os dois primeiros poemas (“Faketown alucina” e “Prêt-a-porter bandeiriano”) buscam constituir imagens de uma nossa deslocalidade, de algumas de nossas dispersâncias e despertenças. E os dois últimos (um sem-título e “Logodrama em torno de uma palavra perdida”) querem se prestar, em seu metalinguajar, a provocar ledores e escrevedores a reverem seus conceitos sobre a linguagem e sobre o fazer poético.

Os quatro poemas serão impressos como cartazes no formato A3 (ou maior) e afixados em locais disponibilizados pela organização. Os poemas podem ser expostos num local em que haja boa circulação de pessoas com pouco tempo para leitura, como um (display em) ponto de ônibus.

Além disso, no primeiro dia do Mutiplicidades será possível fazer o lançamento de um panfleto (em xerox) contendo os textos expostos. O panfleto fará parte do selo “Poesia a R$ 1,99”, da Editora Maratimba, que funciona no Ponto de Cultura da Associação Salvamar, em Guarapari-ES.

materiais
materiais a serem utilizados:
local: Displays oficiais ou improvisados em pontos de ônibus localizados nas diversas zonas de interferência do MultipliCIDADE.
Suporte: Xerox A3 ou maior


***

Multiplique-se

Sexta-feira, Agosto 11, 2006

Universidade da Califórnia cede acervo ao Google

BBC - 9/8/2006

O Google anunciou um reforço de peso para seu projeto de uma biblioteca virtual: a autorização para digitalizar o acervo de cerca de 34 milhões de títulos da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Representantes do Google afirmaram que devem escanear "vários milhões", mas não todos os livros do acervo da universidade americana. O projeto deve ser concluído em um ano e meio e já conta com a participação de outras instituições renomadas, como as universidades de Oxford, na Grã-Bretanha; Harvard, Stanford e Michigan, nos Estados Unidos, e a Biblioteca Pública de Nova York. A idéia, entretanto, enfrenta muita resistência entre as editoras, que argumentam na Justiça ser ilegal arquivar versões digitais de livros, sem garantir os direitos de copyright das obras. >> Leia mais
.................................................................................................................

Gemagem, Marcos Tavares

05/08/2006

Com um atraso de uns 20 anos, o escritor Marcos Tavares, 49 anos, nascido numa antiga casa de pedra, na Vila Rubim, em Vitória, e hoje radicado em Guaçuí, por insistência de amigos ora traz à lume a edição de seus antológicos poemas, no livro "GEMAGEM", publicado através da Lei Rubem Braga. Enquanto contista, em 1987 publicara o livro "No Escuro, Armados", que veio a conquistar a admiração de críticos de renome e de exigentes leitores. "Entre os muitos que escrevem por aqui (...), salvam-se tão poucos, com domínio de técnicas de linguagem, com algum conhecimento da língua, com realmente algo a dizer. Marcos Tavares é um deles.", escreveu a jornalista Sandra Aguiar sobre "No Escuro, Armados", em A GAZETA, Caderno Dois, 23-07-1987.

Por analogias fonéticas e semânticas, a palavra gemagem nos lembra: gemação, gema, gen, genética, gênio, engenharia. E tudo isso está presente nos poemas deste livro. Chama-se gemagem o processo pelo qual se retira dos vegetais a resina, ou o látex. E gemação é o processo de formação de gemas nos três reinos da natureza: animal (ovo), mineral (pedras) e vegetal (brotos). Com este título o autor alude à produção de suas jóias poéticas, do ovo de ouro, da pedra filosofal, em suas retortas operações verbais, alquímicas, matemáticas. Marcos burila palavras, fá-las gemas gemidas, germinadas nas minas da alma, qual pedras viventes, jóias da língua. O título do livro vincula-se ao poema "Gema Gemido" (dedicado a Oscar Gama, outro poeta, cujo sobrenome serviu de mote a essa jogada criativa).

Como bem o demonstram os avançados estudos científicos, a Natureza obedece a um plano matemático na construção de formas nos reinos mineral, vegetal e animal, que revela uma ordem cósmica: padrões de simetria e harmonia assombrosos, tanto em níveis macro quanto micro. Demiurgo, o poeta cria seres de linguagem em que aparecem esses sinais da arquitetura divina.Diálogo. Escritos entre 1976 e 1984, uns já publicados nas revistas capixabas Letra e Ímã, outros premiados em concursos literários daqui, e alguns inéditos, os poemas de "GEMAGEM" revelam um poeta consciente e atento às ideologias políticas e estéticas. Daí que a maioria dos poemas é construída segundo os padrões formais da poesia concreta, do poema processo, do poema práxis, da arte engajada, da literatura popular e erudita. Ou seja: ciente de que está numa aldeia global, Marcos dialoga com várias correntes da poesia brasileira.

Nessa linha da relação dialética com outras vozes estão os poemas intertextuais, em que o poeta dialoga com os seus pares, através de paródias, da apropriação, da mímese estilística à Drumonnd e à Cabral, de concretistas, de praxistas, de autores anônimos da literatura popular, do folclore (formas simples), exibindo seus dotes camaleônicos. O poeta é um fingidor? Melhor, o poeta é um ator que se desdobra em "trezentos e cinqüenta" eus e outros em constantes assembléias e diálogos. Por isso, dos 50 poemas de GEMAGEM, 17 são intertextuais e metalingüísticos.

Nos poemas metalingüísticos o poeta nos apresenta a sua poética, e diz o que pensa de sua arte, seus instrumentos e limitações. Confiram-se: "Da isenção do instante" (p. 25), "Do linguajar das pedras" (p. 48), "Poetílico"(p.50), "Canto outra vez adiado" (p.53-55), "Mundo versus palavras" (p. 82), "Saudação à ave que passará" (p. 86), "Do desencanto do poemador" (p. 87) – este, sintomaticamente, o último poema.

Ciência e arte. Embora o pai o quisesse engenheiro, e sendo esportista e ex-estudante de Matemática e de Economia, na Ufes, o poeta incorporou em seus poemas a disciplina, as harmonias, a construção verbal, a condensação, o exercício formal, a reflexão social. Observem-se, por exemplo, as simetrias e os detalhes formais presentes no título Gemagem e no poema "Gema gemido" (tanto na forma do poema, quanto no verso "a bala abala a rara arara" – onde se pode notar desde o impacto do projétil, representado pelo som da letra b, até a própria bala, representada pela letra a atravessando o verso de um lado ao outro). Seria fantasioso demais observar que o título Gemagem é a combinação de 4 letras (o tetragrama G-E-M-A), que lembram as bases químicas (o tetragrama A-C-G-T ), e que "Gema gemido", poema nuclear do livro possui 23 pares de versos (lembrando os cromossomos)? Em tempos de decifração de um possível Código DaVinci, tudo é possível.

Nesse poema, que alude ao título, o assunto é a morte de uma ave ("rara arara"), que é clara metáfora do poeta. É interessante observar como o "poemador" (MT prefere assim) vincula essas imagens e se identifica com as aves, almas penosas neste mundo ímpio, avoado, nos poemas "Visita do anjo" (p.60-61 ), "Saudação à ave que passará" (p. 86), "Gema gemido"(p. 21-22), "Da metafísica do ovo e da galinha" (p.23-24 ), todos metaforizando a figura e a situação do poeta, "potencial marginalizado numa sociedade materialista e consumista", conforme diz MT no Prefácio. Isso nos remete à velha discussão sobre a função ou utilidade da poesia, o desprezo burguês aos poetas, e também a linguagem dos pássaros, ou anjos, ou deuses. Que, no final da conta, é a poesia.

Contexto. No seu prefácio intitulado "Ruminações ao redor do ovo", Tavares nos informa sobre o contexto de sua escritura, e cita um caso de patrulhamento ideológico que sofreu. Também revela seu relacionamento com quase todos os nomes expressivos da literatura daqueles anos: sobretudo Oscar Gama e Miguel Marvilla (do grupo Letra), Fernando Tatagiba, o autor deste artigo, Gilson Soares, Deny Gomes e os adeptos de oficina literária, Paulo Sodré, Francisco Grijó, Adilson Villaça, Alvarito Mendes, Benilson Pereira etc.

Por força de sua consciência ética, de sua luta pela dignidade humana, MT aborda temas de interesse social, alguns recorrentes, tais como: violência, guerra, militarismo, arbítrio, destruição, morte, ecologia; negritude; religião; trabalho; vício; amor erótico e fraterno, incluindo poemas homoeróticos.

Num momento em que muitos poetas bandearam para o verso fácil, quase fala em estado bruto (referimo-nos à poesia marginal) e outros refugiaram-se no formalismo estéril, ele aprofundou-se na pesquisa de forma e de conteúdo, sem abrir mão da inteligibilidade. Tornou-se, sem alarde, não apenas um poeta do seu tempo, mas também contra o seu tempo.Conclusão. A recorrência de temas, motivos, abordagens, imagens, técnicas e recursos dá uma coerência e equilíbrio ao conjunto dos poemas, revelando um plano de construção, uma intencionalidade, um pensamento pautado numa ética e num projeto de vida em que sobressaem justiça e dignidade.

Marcos Tavares dá uma bela lição de competência e talento, de largueza de espírito, de consciência da aliança entre arte e vida, entre ética e estética. Por isso, recomendo a leitura não só dos poemas mas também do dito prefácio e dos aspectos biográficos do autor em foco.Waldo Motta é autor de "Eis o Homem", "Poiezen", "Bundo" e "Recanto",entre outros.

Para ter mais informações sobre Waldo Motta, clique aqui.

Fonte

Sexta-feira, Agosto 04, 2006

A revista NÚMERO está on-line

Quarta-feira, Agosto 02, 2006

Sarau na quebrada

Revista da Folha - 30/7/2006
por Joca Reiners Terron

Ao contrário de outros tempos, a literatura não tem mais a relevância social que já teve, e cada vez mais o ato de produzi-la perde sua condição de ofício. Na periferia, o escritor é o ornitorrinco, um "outsider" que escapa aos padrões de seu habitat. De que serve, ali, algo que não é ofício? Como esses escritores são solitários. Sacolinha e Alessandro Buzo são ornitorrincos que exercem sua esquisitice na Cooperifa, grupo de escritores da periferia que edita seus próprios livros e promove leituras, criado em 1999 pelo poeta Sérgio Vaz, 42, ex-auxiliar de escritório, no bairro do Pirapozinho, zona sul de São Paulo. Criar bibliotecas também é a maneira de fazer revolução arranjada por Maria Nilda Mota de Almeida, a Dinha, 27, poeta, formada em Letras pela USP. Assim como Sérgio Vaz, Sacolinha e Alessandro Buzo, eles não são o tipo de gente convidada para a Flip (Feira Literária Internacional de Parati). Mas criaram outra, à sua imagem e semelhança: a Flap, que em vez da bucólica Parati ocupa o concreto da praça Roosevelt.
Clique aqui e leia trechos de obras de Buzo, Sérvio Vaz e Dinha.

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Segunda-feira, Julho 31, 2006

CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC 2006 -- Lançamento de Livros

Títulos a serem lançados no Congresso 2006
  1. Alcides Cardoso dos Santos. Estados da Crítica. São Paulo/ Curitiba: Ateliê Editorial / Editora da Universidade Federal do Paraná, 2006
  2. Alcides dos Santos, Fabio Akcelrud Durão e Maria das Graças da Silva. Desconstruções e Contextos Nacionais. Rio de Janeiro: Editora 7Letras, 2006.
  3. Álvaro Marins. Machado de Assis e Lima Barreto: da ironia à sátira. Rio de Janeiro: Utópos, 2004.
  4. Antonio Dimas. Bilac, o jornalista: Crônicas: Volumes 1 e 2. São Paulo: EDUSP/Imprensa Oficial do Estado / Editora da Unicamp, 2006. 3 vols.
  5. Ana Cristina Chiara. Ensaios de possessão (irrespiráveis). Rio de Janeiro: Editora Caetés, 2006
  6. André Bueno, org. Literatura e sociedade – narrativa, poesia, cinema, teatro e canção popular. Rio de Janeiro: 7Letras, 2006.
  7. Aurora F. Bernardini, org., trad,. e prefácio. Indícios Flutuantes - Poemas de Marina Tsvetáieva. S. Paulo: Martins Fontes, 2006.
  8. Célia Pedrosa e Maria Lucia Barros Camargo (orgs.). Poéticas do olhar e outras leituras de poesia. Rio de Janeiro: 7Letras, 2006.
  9. Conceição Evaristo. Ponciá Vicêncio. Romance. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2003/2005.
  10. -----. Becos da Memória. Romance. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2006
  11. Cristiane Brasileiro Mazocoli Silva. Pequeno Grande Mundo:uma literatura em crise de alteridade. Rio, Editora Caetés, 2004.
  12. Cristiane Brasileiro e Luiz Fernando Medeiros de Carvlho. Retrato do Artista Enquanto Sempre. Niterói, Editora Niterói-Livros, 2006.
  13. Cyana Leahy. A leitura e o leitor integral. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2006
  14. Daniela Beccaccia Versiani. Autoetnografias: conceitos alternativos em construção. Rio de Janeiro: 7Letras, 2005.
  15. Denílson Lopes. O Cinema dos Anos 90. Chapecó: Ed. Argos, 2005.
  16. Eduardo de Assis Duarte. Literatura, política, identidades. Belo Horizonte: FALE-UFMG, 2005.
  17. Eleonora Ziller Camenietzki. Poesia e política: a trajetória de Ferreira Gullar. Rio de Janeiro: Revan, 2006.
  18. Eliane Egpy Ganem. A cor do negro - comunicação transpessoal na arte, na ciência e na espiritualidade. Niterói: Booklink/UFF, 2006.
  19. Enilce Albergaria. GLISSANT, Édouard. Introdução a uma poética da diversidade. Juiz de fora: Editora da UFJF, 2005.
  20. Eurídice Figueiredo. Conceitos de Literatura e Cultura. Rio de Janeiro: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2006.
  21. Flávio Boaventura. Delírio trêmulo (poemas). Rio de Janeiro: 7 Letras, 2003.
  22. Fábio Figueiredo Camargo. A escrita dissimulada - Um estudo de Helena, Dom Casmurro e Esaú e Jacó, de Machado de Assis. Edição do autor, 2005.
  23. Francisco Venceslau dos Santos e Carlinda Fragale Pate Nuñez, organizadores. Encontro com Adorno. Rio de Janeiro: Editora Caetés, 2004.
  24. Francisco Venceslau dos Santos. Subjetividades da ficção brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: Editora Europa, 2004.
  25. Graciela Cariello & Graciela Ortiz, compiladoras.Tramos y Tramas- Culturas, lenguas y literaturas. Estudios Comparativos. Centro de Estudios Comparativos, Facultad de Humanidades y Artes - Universidad Nacional de Rosario. Rosario (Argentina): Laborde, 2006.
  26. Gustavo Bernardo. Verdades quixotescas. São Paulo: Annablume, 2006.
  27. Humboldt. Linguagem, Literatura e Bildung. Traduções de Paulo Oliveira, Luiz Montez, Karin Volobuef, Markus J. Weininger, Álvaro Alfredo Bragança Júnior, Izabela Maria Furtado Kestler, Maria Aparecida Barbosa, Paulo Astor Soethe e Susana Kampff Lages. Organização de Werner Heidermann e Markus J. Weininger. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2006
  28. Jens Anderman & Beatriz Gonzalez-Stephan (orgs.) Galerias del progreso. Museos, exposiciones y cultura visual en America Latina. livro bilingue (esp/port.) Buenos Aires: Editora Beatriz Viterbo, 2006.
  29. Igor Rossini. Os inocentes. Salvador:Vento Leste, 2006.
  30. Ivone Daré Rabello. Um canto à margem. Uma leitura da poética de Cruz e Sousa. São Paulo: Nankin/Edusp, 2006.
  31. João Cezar de Castro Rocha, org. The Author as Plagiarist: The Case of Machado de Assis. Dartmouth: University of Massachusetts Press, 2006.
  32. João Cezar de Castro Rocha, org. À roda de Machado de Assis: ficção, crônica e crítica. Chapecó: Argos, 2006.
  33. João Cezar de Castro Rocha, org. Cordialidade à brasileira? Rio de Janeiro: Editora do Museu da República, 2005.
  34. João Cezar de Castro Rocha, org. O exílio do homem cordial: ensaios e reflexões. Rio de Janeiro: Editora do Museu da República, 2004.
  35. Lélia Parreira Duarte. As máscaras de Perséfone - figurações da morte nas literaturas portuguesa e brasileira contemporâneas. Rio de Janeiro/ Belo Horizonte: Editora PUC Minas / Bruxedo (RJ), 2006.
  36. Lucia Helena. A solidão tropical. O Brasil de Alencar e da modernidade. Porto Alegre: EdPUCRS, 2006. 234 pp
  37. Luiz Fernando Medeiros de Carvalho. Cenas Derridianas. Rio, Editora Caetés, 2004
  38. Luiz Fernando Medeiros de Carvlho e Cristiane Brasileiro. Retrato do Artista Enquanto Sempre. Niterói, Editora Niterói-Livros, 2006
  39. -----, ed.Veredas de Rosa III - Seleção de comunicações apresentadas no III Seminário Internacional G.Rosa, de 2004. Belo Horizonte, Editora PUC Minas, 2006.
  40. Luiz Costa Lima. História. Ficção. Literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
  41. Malcolm McNee & Joshua Lunda. Gilberto Freyre e os estudos latino-americanos. Northampton, MA: Instituto Internacional de Literatura Ibero-americana, 2006.
  42. Marcel de Lima Santos. Trinsparição é conseguimento/the book of nurizen. Belo Horizonte: Mazza edições, 2005.
  43. Márcia Abreu. Cultura letrada: literatura e leitura. São Paulo: Ed. UNESP, 2006. 136 p. (Coleção Paradidáticos)
  44. Márcia Arbex. Poéticas do Visivel: ensaios sobre a escrita e a imagem.
  45. Marcia Cavendish Wanderley. O Terceiro Jardim. Rio de Janeiro: Editora da Palavra,2006.
  46. Maria Antonieta Jordão de Oliveira Borba. Sentidos de interpretação. Rio de Janeiro: M.A. Jordão Borba, 2006.
  47. Maria Aparecida Andrade Salgueiro. Escritoras Negras Contemporâneas - Estudo de narrativas - Estados Unidos e Brasil. Rio de Janeiro: Caetés, 2004.
  48. Maria Aparecida Andrade Salgueiro (Org.) A República e a Questão do Negro no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Museu da República, 2005.
  49. Maria Auxiliadora Ferreira Lima & Wander Nunes Frota. FHOROS: Estudos lingüísticos e literários. Editora Caetés: Rio de Janeiro, 2006.
  50. Maria Betânia Amoroso, Ettore Finazzi-Agrò, Roberto Vecchi (orgs.) Travessias do pós-trágico: os dilemas de uma leitura do Brasil. São Paulo: Unimarco, 2006.
  51. Maria de Lourdes Patrini. A Renovação do conto. Emergência de uma pratica oral. São Paulo: Cortez Editora: junho 2005.
  52. Maria do Carmo Campos & Martha G. A. Azevedo. Protasio Alves e o seu tempo. Prefácio Moacyr Scliar. Porto Alegre: Já Editores, 2006.
  53. Maria Elizabeth Chaves de Melo & Leyla Perrone-Moisés. De volta a Roland. Barthes. Niterói: EDUFF, 2005
  54. Maria Lídia Lichtscheidl Maretti. O Visconde de Taunay e os fios da memória. São Paulo: Editora da Unesp, 2006.
  55. Maria Lúcia Outeiro Fernandes, Guacira Marcondes Machado Leite e Maria de Lourdes Ortiz Gardini Badan, org. Estrelas extremas: ensaios sobre poesia e poetas. Laboratório Editorial FCL/UNESP, de Araraquara / Cultura Acadêmica Editora, de São Paulo.
  56. Maria Zaira Turchi e Vera Maria Tietzmann Silva. Leitor formado, leitor em formação: a leitura literária em questão. Assis/ São Paulo : ANEP/Cultura Acadêmica, 2006.
  57. Mário Cezar Silva Leite (Org.). Mapas da Mina: estudos de literatura em Mato Grosso. Cuiabá : Cathedral Publicações, 2005.
  58. Maurício Silva Sentidos Secretos. Ensaios de Literatura Brasileira . São Paulo: Altana, 2005)
  59. Maurício Silva. A Hélade e o Subúrbio. Confrontos Literários na Belle Époque Carioca São Paulo: Edusp, 2005.
  60. Nonada: Letras em Revista, Porto Alegre, Ano 8, n.8, 2005: organizado por Regina da Costa da Silveira. ISSN 1517-3453
  61. Nonada: Letras em Revista, Porto Alegre, Ano 9, n. 9 (2006): organizado por Regina da Costa da Silveira. ISSN 1517-3453
  62. Paulo Cezar Alves Custódio. Catálogo de Revistas Lietrárias Brasileiras - 1970 a 2005.
  63. Paulo Sérgio Nolasco dos Santos. O outdoor invisível : Crítica reunida. Campo Grande: EditoraUFMS, 2006.
  64. Raimunda Celestina Mendes da Silva. A representação da seca na narrativa piauiense: séculos XIX e XX. Rio de Janeiro: Caetés, 2005.
  65. Rick J. Santos. Latin American Shakespeares. Cranbury, NJ: Fairleigh Dickingson University Press, 2006.
  66. Revista ArtCultura. n.º 11, Uberlândia: Edufu, 2006. Adalberto Paranhos, ed.
    Revista ECOS - Literatura e lingüística. Tema: Estudos Portugueses e Africanos / Memória, Sujeito e Ensino de Língua.
  67. RODRIGUES, Agnaldo (organizador). Cáceres: Unemat Editora, 2005.
  68. Revista Forum Deutsch- Revista brasileira de estudos germânicos. Izabela Maria Furtado Kestler, ed.
  69. Revista Interfaces Brasil/Canadá. N. 6, Rio Grande, 2006. Núbia Hanciau, ed.
  70. Revista Itinerários (UNESP), vol. 23. Karin Volobuef, ed.
  71. Revista Matraga (da Pós-Graduação em Letras da UERJ). N. 17 e 18.
  72. Revista Scripta no. 17 - Guimarães Rosa. Belo Horizonte: Editora PUC Minas, 2006. Lélia Parreira Duarte, ed.
  73. Roberto Acízelo de Souza. Crítica reunida; 1850-1892. Organização, introdução e notas de José Américo Miranda, Maria Eunice Moreira e Roberto Acízelo de Souza. Porto Alegre: Nova Prova, 2005.
  74. Roberto Acízelo de Souza. Iniciação aos estudos literários; objetos, disciplinas, instrumentos. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
  75. Rosana Ribeiro Patrício. As filhas de Pandora - Imagens de Mulher na ficção de Sonia Coutinho. Rio de Janeiro: 7Letras, 2006.
  76. SEDLMAYER, Sabrina. Pessoa e Borges, Quanto a mim: eu. Lisboa: Edições Vendaval, 2004.
  77. Sandra Luna. Arqueologia da ação trágica: o legado grego. 2006
  78. Sandra Regina Goulart Almeida (Org.). Perspectivas Transnacionais. Belo Horizonte: Abecan/Fale/UFMG, 2005.
  79. Sergio Barcellos. Armadilhas para a narrativa - Estratégias narrativas em dois romances de Carlos Sussekind. Rio de Janeiro: Editora Velocípede, 2006.
  80. Socorro de Fátima Pacífico Vilar. A invenção de uma escrita: Anchieta, os jesuítas e suas histórias. Porto Alegre: PUCRS, 2006.
  81. Solange Ribeiro de Oliveira. Itinerário de Sofotulafai: (auto)biografia literária de Abgar Renault. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2005.
  82. Sonia Torres. Nosotros in USA. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
  83. Sonia Torres, org. Raízes e rumos. Rio de Janeiro: 7Letras, 2001.
  84. Theo Roos. Vitamina Filosófica. Traduzido do alemão por Maria Aparecida Barbosa. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2006.
  85. Vera Lins. Poesia e critica:uns e outros. Rio de Janeiro: 7Letras, 2005.
  86. Vera Lucia de Oliveira. No coração da boca. São Paulo: Ed. Escrituras, 2006.
  87. Vera Teixeira de Aguiar e Alice Áurea Penteado Martha, orgs. Territórios da leitura: da literatura aos leitores. Assis/São Paulo: ANEP/Cultura Acadêmica, 2006.
  88. Yasmin Jamil Nadaf. Machado de Assis em Mato Grosso. Textos críticos da primeira metade do século XX. Rio de Janeiro: Lidador, 2006.
  89. Zilá Bernd & Pierre Anctil, éds. Canada from the outside in/Le Canada vu d'ailleurs. Bruxelas: P.L.E. Peter Lang, 2006.

selecionados do multipliCIDADE 2006

A Comissão Organizadora do multipliCIDADE informa os projetos selecionados pela Comissão de Seleção, formada pelos artistas Marcela Prest, Marcus Vinícius e Rafael Massena. A seletiva foi realizada no dia 26 de julho de 2006. Foram selecionadas as propostas com viabilidade de execução dentro das condições do multipliCIDADE e de maior consonância com a contemporaneidade. A Comissão Organizadora agradece a inscrição de todos e divulga a lista dos selecionados!

Camila Mello (RS) César Cuninghant (SP) Claudia Paim (RS) Coletivo Madeirista (RO) Coletivo MaMa (ES) David Vianna (SP) Dawson (PA) Denilson Conceição (BA) Desvio Para o Vermelho (BA) Diego Ponder (CE) Eduardo Valle (RJ) EIA (SP) Gabriel Borém (ES) GIA (BA) Grupo CDM (RS) Grupo CoMteMpus (BA) Grupo Poro (MG) Jean Sartief (SP) José Augusto Loureiro (ES) Luciana Camuzzo (SP) Marcel Fernandes (PR) Marcílio Riegert (ES) Marcos Martins (CE) Marcus Vinícius (ES) Maurício Francco (PA) Melissa Flôres (RS) Ninamelp (PE) Orlando Lopes (ES) Pedro Costa (BA) Pedro Olaia (PA) Projeto Chã (SP) Rafael Massena (ES) Renato Marianno (ES) Tom Lisboa (PR) Viviane Cavalheiro (RJ)

Mais info

Sexta-feira, Julho 28, 2006

Beco das Virtudes

PublishNews - 27/7/2006
Em um mundo povoado pelas megastores, acaba de ser inaugurada no Rio de Janeiro uma pequena livraria recheada de livros esgotados. A Beco das Virtudes é o paraíso dos amantes das artes e dos ratos de livrarias, que adoram escarafunchar por uma obra esquecida pelo pó. São sobretudo livros de arte, catálogos, livros de gravura, vídeo arte, com tiragens limitadas e edições autografadas. Para quem mora ou visita o Rio, o Beco das Virtudes fica em uma das últimas galerias trash do Leblon, na Avenida Ataulfo de Paiva 1174 loja 3. O telefone é 21-2249 9525 e o e-mail é becodasvirtudes@uol.com.br.

The Dumpster

A portrait of romantic breakups collected from blogs in 2005.

Quarta-feira, Julho 26, 2006

Amigos do Livro - O Portal do Livro no Brasil




O portal Amigos do Livro foi inaugurado no dia 6 de outubro de 2001 e pertence ao Grupo Editorial Scortecci. Um endereço para estudo, pesquisa, divulgação e promoção do livro e do hábito da leitura. Tudo nele é grátis. Aqui você encontra: autores, editoras, livrarias e sebos, gráficas, bibliotecas, grupos literários e academias, prêmios e concursos, associações literárias e culturais, profissionais do livro, noticias sobre o mercado e o mundo do livro e serviços.

Cultura e Pensamento 2006


Pesquisadores e gestores da área cultural debatem, dia 26 de julho (quarta-feira), das 19 às 21 horas, na Sala dos Conselhos (Reitoria da UFBA), os principais aspectos das Linhas Temáticas do Cultura e Pensamento 2006.
O encontro tem por objetivo auxiliar os interessados em apresentar projetos às SELEÇÕES PÚBLICAS do Programa a indentificar questões relevantes, tendências e pensamentos que perpassam cada uma das Linhas Temáticas. Para o público, será uma prévia dos debates que serão realizados entre outubro e dezembro em todo País.

Data e horário:26/07/2006 (quarta-feira), das 19 às 21 horas
Local:Sala dos Conselhos da UFBARua Augusto Viana, s/n - Canela - Palácio da Reitoria - Salvador / BA
Convidados:- Paulo Costa Lima (Presidente da Fundação Gregório de Mattos);- Eneida Leal (Instituto de Letras, UFBA); - Paulo César Borges Alves (Coord. do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade); - Paulo Miguez (Coord. de Cultura da UFBA, pequisador do CULT, ex-secretário de Políticas Culturais do MinC).
Informações:(71) 3245-1472 / 9957-5617 e info@culturaepensamento.com.br

OutraTV

OutraTV
Uma TV atópica. Hegemonias desterritorializadas e intervalos fundamentais.

Segunda-feira, Julho 24, 2006

Multiplicidade literária

O Globo - 22/7/2006 - por Manya Millen e Rachel Berthol

A coluna No Prelo informa que entre 31 de julho e 4 de agosto, acontece na Uerj o 1º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Literatura Comparada (Abralic). Com tema geral "Lugares dos discursos", os simpósios propõem questionamentos literários em torno da internet, das mídias, das novas inserções locais e globais, das recentes conexões latino-americanas, além de temas mais pontuais, como a obra de Machado de Assis, as vozes africanas e a formação do leitor. Para informações, é possível consultar o site www.abralic.org.br. >> Leia mais

Sábado, Julho 22, 2006

A opção pelos livros

PublishNews - 20/7/2006

A edição de julho do jornal literário Rascunho - da editora curitibana Letras & Livros - publica os melhores momentos da conversa entre os escritores José Castello e Ignácio de Loyola Brandão no Teatro do Paiol, em junho passado. "Eu decidi pela literatura", disse Ignácio. "Eu não era bonito, não sabia cantar ou contar piadas, não sabia fazer nada. Mas podia fazer as pessoas me olharem." Outro destaque da edição é a entrevista com o escritor e jornalista Roberto Pompeu de Toledo. Já no caderno Viramundo, dirigido à literatura estrangeira, o destaque é o texto do escritor Rodrigo Gurgel sobre o livro Histórias do Sr. Keuner (Editora 34, 144 pp., 2006, R$ 29), de Bertolt Brecht. Conheça mais sobre o jornal Rascunho no site www.rascunho.com.br.

Quinta-feira, Julho 20, 2006

Escritoras Suicidas, n. 8. Homem.

Quarta-feira, Junho 28, 2006

A lógica de um europeu autêntico

O Estado de S. Paulo - 25/6/2006
por Leonardo Trevisan

Decifrar a vontade dos deuses é mania antiga. Imitá-los, no entanto, sempre foi desejo manifesto dos humanos. O sociólogo Norbert Elias, discutindo a mistura entre avanço de civilização e o conceito de "caráter nacional", percebeu que "os deuses se civilizaram antes dos homens". No começo dos tempos, as divindades eram selvagens, apaixonadas, instáveis "um dia, mais amistosos, no outro, cruéis", iguais às forças da Natureza. Depois reduziram as oscilações, e surgiram figuras justas, morais, até bondosas, "sem perder o poder de atemorizar", é claro. Para o sociólogo, a civilização dos deuses pode confirmar a hipótese de "civilização a longo prazo dos humanos". Na coletânea Escritos & Ensaios - Estado, Processo e Opinião Pública 240 pp., R$ 29,90), organizada pelos professores Federico Neiburg e Leopoldo Waizbort, publicada pela Jorge Zahar Editores, com artigos inéditos e conferências transcritas, Elias discute a função da sociologia. >> Leia mais

Aventuras da história

Folha de S. Paulo - 25/6/2006
por Bento Prado Jr.

Após a publicação das traduções de "O Visível e o Invisível" e de "A Fenomenologia da Percepção", o leitor brasileiro tem agora acesso direto a três novos livros de Merleau-Ponty: A Estrutura do comportamento (Martins Fontes, 376 pp., R$ 42,50, trad. Márcia Valéria Martinez de Aguiar) (1942), As aventuras da dialética (Martins Fontes, 322 pp., R$ 42,50., trad. Claudia Berliner) (1955) e Psicologia e Pedagogia da Criança (Martins Fontes, 584 pp., R$ 64, trad. Ivone C. Benedetti) (aulas de 1949-1952, publicadas apenas em 2001). Sem dispormos ainda da totalidade da obra de um dos maiores filósofos franceses do século 20, ao lado de Bergson e de Sartre, já temos à mão uma importante parte dela, muito mais do que o suficiente para nos introduzirmos nesse pensamento cuja originalidade e cujo excepcional alcance são cada vez mais visíveis, a despeito das brumas que obscurecem, com a crescente escolarização da filosofia, o debate contemporâneo. Os três livros agora traduzidos marcam o início de seu itinerário filosófico e a "virada" que, no início da década de 50, o levaria a uma reformulação dos conceitos de natureza e de história e a uma nova concepção da "ontologia" -que podemos vislumbrar em sua última obra, inacabada em razão de sua morte precoce. >> Leia mais

'Novíssimos' apresentam angústia da filosofia pós-68

Folha de S. Paulo
24/6/2006 - por Luiz Felipe Pondé

A filosofia é uma disciplina com múltiplas vocações: a universidade, o cemitério, o mosteiro, o mercado. Quando fica restrita a um desses espaços, sai perdendo, ou em consistência, ou em profundidade, ou em sutileza. Sabe-se que a filosofia "está na moda" nos jantares chiques, mas isso, a priori, não precisa ser visto como uma traição à filosofia, porque mesmo a universidade a trai o tempo todo em nome da burocracia da objetividade. O livro de Sébastien Charles Comte-Sponville, Conche, Ferry, Lipovetsky, Onfray, Rosset - É Possível Viver o que Eles Pensam? (Barcarolla, 220 pp., R$ 38, trad. Maria Lucia Machado), é uma boa opção para quem quiser entrar em contato com alguns dos filósofos franceses em atividade depois da derrocada das "fórmulas" que abraçavam ou o marxismo, ou a psicanálise, ou o existencialismo como modos de redenção (pós)moderna em meio aos escombros de Deus. O autor consegue apresentar e entrevistar esses autores de modo consistente e claro, virtude necessária para uma filosofia que quer transitar entre o claustro e o mundo. >> Leia mais

A 'virada ética' proposta por Emmanuel Lévinas

O Globo - 24/6/2006 - por Evando Nascimento
Em 1966, viajando com um grupo de intelectuais franceses à universidade americana de Johns Hopkins, com a finalidade de difundir o estruturalismo, então em seu apogeu, Jacques Derrida surpreendentemente expôs os limites dessa corrente. Herdeiro do positivismo do século XIX, o movimento estrutural excluía com um só golpe tanto a disciplina da história quanto a da filosofia. Em sua conferência sobre Claude Lévi-Strauss, Derrida demonstrava que ignorar questões filosóficas consistia em filosofar inconscientemente ou em filosofar mal. A chamada "desconstrução" derridiana manterá uma interlocução cerrada com dois pensadores que a antecedem, ambos ainda vivos nos anos de 1960: o alemão Martin Heidegger e o lituano radicado na França Emmanuel Lévinas. Em Da existência ao infinito: ensaios sobre Emmanuel Lévinas (Loyola, 168 pp., R$ 18), Rafael Haddock-Lobo procura dar conta de uma tarefa colossal: refletir os pensamentos de Heidegger e sobretudo de Lévinas, tendo como referência desconstrutora os textos de Derrida.
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Filosofia do direito ganha obra pioneira

O Globo - 24/6/2006 - por Antônio Celso Alves Pereira

O Dicionário de filosofia do direito (Unisinos/Renovar, 874 pp., R$ 150), coordenado por Vicente de Paulo Barretto, é uma obra pioneira em língua portuguesa e vem cobrir uma lacuna significativa na lexicografia brasileira. Como salientava Antonio Houaiss, a cultura em língua portuguesa é das mais malservidas em termos lexicográficos. A publicação do dicionário foi concebida para que essa deficiência na bibliografia filosófica, social, política e jurídica brasileira sobre o direito fosse corrigida. Não se trata de um dicionário meramente lexicográfico, mas de um dicionário crítico, já que a sua estruturação editorial organiza-se em torno de verbetes, na verdade artigos que cobrem um amplo campo temático. >> Leia mais

Sexta-feira, Junho 16, 2006

Pesquisadores preparam dicionário "histórico"

06/12/2006
Pesquisadores preparam dicionário "histórico"

Folha de S. Paulo - RAFAEL CARIELLO

"E ainda que são contrarios os Tupiniquins dos Tupinambás, não ha entre elles na lingua e costumes mais differença, da que têm os moradores de Lisboa dos da Beira." Ao compararmos o vocabulário e uso que faziam das palavras os brasileiros dos primeiros séculos de América portuguesa com os de hoje, em muitos casos estamos tão próximos como os tupiniquins e tupinambás desta "Notícia do Brasil" relatada por Gabriel Soares de Sousa em 1587; em outros, mais diversos que portugueses e gentios.É para esclarecer no que nos aproximamos e no que mudamos, para usos na compreensão da história, sociedade e língua do Brasil, que um grupo de professores e pesquisadores universitários de dez instituições do país e uma mais de Portugal preparam, desde o início deste ano e pelos próximos três, um dicionário do português colonial.A empreitada é financiada pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) com a rara verba para pesquisas na área de humanas de R$ 1 milhão.A equipe capitaneada pela professora Maria Tereza Biderman, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), ainda está no começo dos trabalhos -que se tornará um dicionário "físico" de mais de 10 mil verbetes e um banco de dados informatizado-, mas já é possível constatar algumas curiosidades, que apontam para constâncias e transformações da sociedade brasileira.Se na seara das classificações botânicas e zoológicas são dois mundos distintos que se descortinam, se no ramo da economia a abrangência e restrição de significados permitem acompanhar sua presença cada vez mais determinante na vida social, no campo do direito, cita a professora, os advogados de hoje e seus equivalentes do século 16 são tão próximos quanto os moradores de Lisboa e os da Beira."Seria muito interessante [o uso do futuro dicionário] para fazer pesquisas sobre o direito e a administração pública no Brasil, por exemplo", diz Biderman. "Termos das áreas dos direitos público e privado permanecem iguais hoje aos do século 16; não mudou nada."A constatação, por enquanto mera curiosidade, é fruto do início do trabalho, a partir da catalogação dos textos -entre eles, o relato de Gabriel Soares de Sousa- de que sairão os sentidos, permanências e mudanças de palavras do descobrimento ao século 18.Biderman diz esperar que um tal dicionário, inexistente no país, sirva em primeiro lugar aos historiadores, mas aposta que pesquisadores de outras áreas também poderão fazer uso do projeto.O financiamento partiu do programa "Institutos do Milênio", do CNPq, que busca fomentar pesquisas que envolvam pelo menos três diferentes universidades do país, de difícil execução e carentes de recursos maiores. Em 2005, de 236 propostas apresentadas, apenas duas na área de humanas foram aprovadas.http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1206200610.htm